Dia da Mulher – município de Mangualde homenageia bombeiras voluntárias

Integrada nas comemorações do Dia Internacional da Mulher, a Câmara Municipal de Mangualde organizará, no dia 9 de março, uma conferência subordinada ao tema “O papel das mulheres na História”. A sessão, que decorrerá na Biblioteca Municipal Dr. Alexandre Alves, terá início às 21h00. Serão ainda homenageadas as Bombeiras Voluntárias do concelho pela coragem e pelos serviços prestados à população.

Esta conferência terá como oradora a Professora Doutora Maria José Azevedo Santos, docente da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Os presentes serão também brindados com um momento musical protagonizado pelo Quarteto de Acordeões composto por Nancy Brito, Abel Moura, Bruno Cabral e Nuno Silva. Seguir-se-á a atuação do Grupo Dance Mix, composto por um grupo de alunos de dança, com idades compreendidas entre os 6 e os 9 anos de idade, do Centro de Estudos Musicais Nancy.

Comemorado anualmente a 8 de março, o Dia Internacional da Mulher foi proclamado pela Organização das Nações Unidas em 1975 e tem como objetivo relembrar as conquistas das mulheres e a luta contra o preconceito racial, sexual, político, cultural, linguístico e económico a que estavam sujeitas.

Cartaz

Pessoal – Mais uma TAC … mais uma viagem

Pois é meus caros amigos. Final de Fevereiro é mês de ir à máquina levar uma dose. Análises e TAC. E felizmente tudo bem nesta fase. Sem nada de especial e os marcadores perfeitinhos. E agora é até para o ano.
Desta vez a CUF falhou um bocadinho.( não é costume ). A enfermeira ou lá o que era… queria mandar-me para  a máquina sem beber o litro de água antes. Ficou assim a olhar para mim… e foi perguntar ao médico. E depois espetou-me cá duma maneira que foi sangue por todo o lado. Tenho um braço que parece um antigo cliente do Casal Ventoso.

Mas  o que interessa mesmo  é que está tudo bem.

O Mocho – A tasca do Zé 2

Em alguns dias a tasca do Zé anima. Infelizmente o trabalho é muito e nem sempre dá para estar atento aos clientes. Mas lá se vão ouvindo umas coisitas enquanto se atirem violentamente as cartas sinalizando as jogadas. Pois devia ser um jogo silencioso mas… o vinho , (mesmo com água) anima…

Nos últimos tempos lembro-me bem:

  • Das discussões em torno do método do cálculo dos descontos no Tondela esportingue… ( sim ou pensam que foi só agora)
  • As bocas ao único sportinguista do grupo. Estavam sempre a colocar-lhe a BOLA à frente  à frente para para ele ler…
  • De uma jogadora que publica nas redes umas coisas a garantir que a Alemanha só tem 9 ministros e que Portugal tem dezenas de ministros. Lá lhe fui explicando que devia estudar, que a Alemanha é um estado regional e tem dezenas de ministros e muitas centenas de deputados nas várias câmaras… Mas as mulheres quando metem uma coisa na cabeça. Não se admirem. A tasca do Zé é muito progressista e futurista. Assim tipo Hollodeck do StarTrek.  A senhoras podem vir beber um cházinho e claro que existem as redes sociais da altura.
  • Outro, por sinal professor universitário garante a pés juntos que a corrupção do governo é responsável por 85 % da dívida. E nem mais nem menos… Nunca ouviu falar de dívida privada por exemplo.
  • Outro teima que em democracia não se podem escolher e votar em pessoas absolvidas pelos tribunais.. coisas.
  • E depois temos aquele que diz de vez em quando a desproposito de tudo . Temos greve dos CTT. E temos greve da CP. E temos greve dos professores. Uma vergonha. Pois é vida . Só não faz greve quem não trabalha.
  • Mas giro giro  foi um tipo que lá apareceu, que andou por aí a fazer uns cursos de pilotos de aviação e que queria ser professor…. Aquilo não batia bem da bola. E depois tinha o casaco cheio de buracos na lapela. Parecia que trazia lá um broche. Foi um fartote.

E como é costume fica aqui uma musiquinha um bocadito pimba, antes de existir o pimba. Mas era assim nos anos 60. Ainda me lembro desta ser cantada nas excursões da altura. Sim porque o Zé tem gostos musicais amplos e cá na tasca ainda não tinha chegada o YéYé… mas vai chegar

O Autocarro do amor – pelos Taras e Montenegro ( neste grupo actuava o grande Quim Barreiros)

Já agora fica esta versão mais assim para as viagens de finalistas


Só para recordar um post anterior

Confesso que não gosto de cafés finos, nem sequer semifinos. O meu pai teve uma taberna uns anitos. Era lá em cima no Largo Pedro Álvares Cabral na ultima casita. Final dos anos 60 mais coisa menos coisa. Ainda tenho o boneco do Zé Povinho que tinha de estar sempre presente. Jogava-se futebol no largo ao lado da casa dos Bejas e claro quando vinha a polícia….

Lembro-me de um gatão velho e pachorrento que dormia o dia todo. Bons tempos sem ASAE. Lembro-me de um velhote que vendia jornais e que me deixava ler os livros da colecção “Seis Balas” que ele trazia para vender , que lia o “primeiro de Janeiro e que me ensinou a jogar dominó. Ainda me lembro do último ano em lá estivemos, durante a Feira dos Santos, em que o vinho esgotou. (digo a água pois no final ia tudo … era mais água que vinho.) Sim porque como era evidente o vinho vinha da pipa e não existiam garrafas. Lá se fumava um kentucky às escondidas ( sim retirado cuidadosamente do pacote original). E se bebia a laranjada e gasosa” Condestável” ali da Abrunhosa.

Tínhamos um enorme rádio a válvulas que se ouvia em Contenças… Sabe-se lá o motivo, não é que me ficou o relato de um jogo do Benfica -barreirense ( o glorioso ganhou por quatro a zero). Por falar no Benfica lá estava, ( ainda a tenho) a foto emoldurada dos campeões europeus.

O que eu sei é que gosto de tascas e de cafés simples . Deve ser, como dizem alguns, a minha vertente esquerdista e pseudo-inteletualoide a falar. Claro que em torno de uma mesa de amigos se dizem asneiras, se fazem comentários e portanto neste galho do mocho, vou passar umas musiquinhas adequadas e dar o devido destaque às frases que por aí se dizem. É que nesta tasca dizem-se grandes verdades, mas também se fazem aquelas afirmações cheias de certezas . Sabe-se de tudo nestas conversas. São todos especialistas de futebol, de política, de economia, resolve-se o problema dos incêndios de um dia para o outro… era assim uma espécie de facebook mas com amigos reais

Então hoje deixo uma musiquinha adequada .

O Mocho na Tasca do Zé -1

Confesso que não gosto de cafés finos, nem sequer semifinos. O meu pai teve uma taberna uns anitos. Era lá em cima no Largo Pedro Álvares Cabral na ultima casita. Final dos anos 60  mais coisa menos coisa. Ainda tenho o boneco do Zé Povinho que tinha de estar sempre presente. Jogava-se futebol no largo ao lado da casa dos Bejas e claro quando vinha a polícia….

Lembro-me de  um gatão velho e pachorrento que dormia o dia todo. Bons tempos sem ASAE. Lembro-me de um velhote que vendia jornais e que me deixava ler  os livros da colecção “Seis Balas” que ele trazia para vender , que lia o “primeiro de Janeiro e que me ensinou a jogar dominó. Ainda me lembro do último ano em lá estivemos, durante a Feira dos Santos, em que o vinho esgotou. (digo a água pois no final ia tudo … era mais água que vinho.) Sim porque como era evidente o vinho vinha da pipa e não existiam garrafas. Lá se fumava um kentucky às escondidas ( sim retirado cuidadosamente do pacote original). E se bebia a laranjada e gasosa” Condestável” ali da Abrunhosa.

Tínhamos um enorme rádio a válvulas que se ouvia em Contenças… Sabe-se lá o motivo, não é que me ficou o relato de um jogo do Benfica -barreirense ( o glorioso ganhou por quatro a zero). Por falar no Benfica lá estava, ( ainda a tenho) a foto emoldurada dos campeões europeus.

O que eu sei é que gosto de tascas e de cafés simples . Deve ser, como dizem alguns, a minha vertente esquerdista e pseudo-inteletualoide a falar. Claro que em torno de uma mesa de amigos se dizem asneiras, se fazem comentários e portanto neste galho do mocho, vou passar umas musiquinhas adequadas  e dar o devido destaque às frases que por aí se dizem. É que nesta tasca dizem-se grandes verdades, mas também se fazem aquelas afirmações cheias de certezas . Sabe-se de tudo nestas conversas. São todos especialistas de futebol, de política, de economia, resolve-se o problema dos incêndios de um dia para o outro… era assim uma espécie de facebook mas com amigos reais

Então hoje deixo uma musiquinha adequada . É posterior e mais própria do Norte que da Beira ( algures de 77). Vinho Verde não era coisa que entrasse na tasca do Zé.

 

Serviços públicos essenciais -sessão com Mário Frota

frota

No próximo dia 15, quinta-feira, pelas 10h00, o Auditório da Câmara Municipal de Mangualde recebe uma sessão de informação sobre serviços públicos essenciais, na vertente das comunicações eletrónicas. Esta sessão surge na sequência do protocolo estabelecido entre a Associação Portuguesa de Direito do Consumo (APDC) e a Câmara Municipal de Mangualde.

O protocolo estabelece como objetivo a cooperação na realização de um projeto aprovado e apoiado pelo Fundo para a Promoção dos Direitos dos Consumidores, no âmbito da informação, educação e apoio dos consumidores.

O Professor Mário Frota, Presidente da APDC, será orador nesta sessão de informação cuja entrada é livre.

Pessoal – 1 de fevereiro de 2011 – renasci

Foi há 7 anos. No dia 1 de fevereiro de 2011 que fui operado no IPO de Coimbra. Operação complicada, demorada e com consequências no futuro. Um T3, N0….e qualquer coisa . Tinham passado 6 meses de quimio e  radio.( Esta particularmente dolorosa)
A história é a de todos … o corredor e  as luzes do corredor , a passagem para a  mesa de operações, as luzes fortes, a música que neste caso era um sucesso  pop qualquer que se ouvia na sala, uma voz.. “vou aplicar”…. e daí a umas horas, uma luz nos olhos e “acordou pode subir..”

Seguem-se alguns episódios durante a fase de alguma confusão durante o dia, a estranha mistura de sonho e realidade. Mas no dia seguinte, fui transferido para uma enfermaria dos cuidados intermédios. Escura , sem janelas, fechada .

Por volta das 11h deixaram entrar a belita. E o enfermeiro levou-me para um quarto ao fundo por umas horas. O quarto era quente, tinha luz e tinha janelas por onde o sol de inverno entrava e se conseguia ver o céu azul.

E ela disse-me: “Já não o tens Zé. Já saiu”. Sabia que não era bem assim, mas foi bom ouvir . Foi bom estar ali sem dores, com luz a ver o céu. Naquele momento tomei conhecimento que ainda estava vivo e que podia ter um futuro. Renasci!