A salgalhada das listas autárquicas

A constituição das listas para as autarquias é um processo mais complicado que qualquer bordado de Alcafache.

O X tem de entrar porque é do cimo da terrinha, o Y porque é do meio, o Z de baixo, o J porque traz a família, o H porque está o J , o F porque o E está na outra lista,  o W porque é da rua esquerda , aqueloutro da rua direita, ainda outro porque anda a dizer mal e convém que se cale e assim sucessivamente.

E depois ainda temos os independentes, mas que vão nas listas dos partidos,  o que eu acho muito bem, embora considere que os partidos não devem assentar nas  estruturas autárquicas. E acima de tudo só acho aceitável independentes, que se enquadrem ideologicamente no campo alargado do partido. É que andar a promover candidatos, que daqui 4 anos vão ligeirinhos oferecer-se ao candidato da oposição… Não gosto

O candidato que lidera é obrigado a gerir tudo isto,  e claro nem sempre a mistura fica com a qualidade devida.

 Felizmente cá pela terrinha, as listas do meu partido, têm conseguido um bom equilíbrio. O que não invalida que se morasse numa ou noutra freguesia, não hesitasse muito no momento do voto. Mas muito mesmo.

Mas sem entrar em pormenores (nesta fase), vejo por aí listas, nomeadamente para a Assembleia Municipal de alguns partidos / movimentos que são de uma pobreza arrepiante. A maioria dos candidatos, nem sabe o que é uma assembleia e outros estão lá porque são os tais, que têm de estar pois são do lugar x, y…. mandam umas bocas.