Para recordar – A personalidade Mangualdense do Ano . O senhor Cândido

Fotografia em 2008

Normalmente as homenagens apenas se fazem quando se perdem fisicamente as pessoas. O senhor Cândido deixou-nos em 2016, não vendo assim a reconstrução do Cine-Teatro.  Não sei se ele concordava com o projecto em concreto , mas sei que era um dos seus sonhos voltar a existir um espaço dedicado ao teatro. Espero que a gestão do mesmo consiga arranjar um espaço em que recorde a personalidade e o trabalho do senhor Cândido,  em prol da arte cénica e da cultura em Mangualde. Porque não atribuir o seu nome a uma das salas, por exemplo?

Em 2008 o senhor Cândido deu uma entrevista ao jornal O Zurara. É dessa edição que retiro algumas das afirmações sempre polémicas de alguém que pensava por  si e que deu muito à cultura Mangualdense.

António Imbêncio Cândido ( dados de 2008)

Tem 83 anos é natural de Lisboa, localidade onde fez parte de várias associações. Casou na Beira Alta foi morar para o Sátão e regressou a Lisboa. Veio para Mangualde em 1963 e ingressou na Citroën, radicando-se definitivamente na localidade. Fez parte do Grupo Desportivo de Mangualde, empenhou-se na renovação dos escuteiros de Mangualde, colaborou com os Bombeiros Voluntários de Mangualde e fez parte de uma junta de freguesia a pedido do Dr. Dino. Esteve ligado ao cine teatro cerca de 40 anos desde 1967 até à venda do mesmo. Principal dinamizador do Grupo Cénico de Mangualde, desde a sua fundação em 1969. Actualmente para além de várias actividades de apoio à cultura tem um programa na Rádio Mangualde.

 

Na rádio

Actualmente tem um programa de rádio. Esta paixão pela rádio é antiga ou recente? Que tipo de comunicação estabelece com os ouvintes?

A rádio fez 22 anos em 24 de Maio e eu comecei a trabalhar na rádio em 1992. Estive sempre na locução. Fui sempre locutor de música portuguesa tradicional. Sei que tenho grande audiência mesmo no estrangeiro através da Internet, nomeadamente através de telefonemas e emails dos ouvintes. O interesse revela-se também na música que nos é pedida para tocar. O ouvinte é que faz o programa. Sem ouvintes é banal. Estamos em Portugal, logo devemos ouvir música de Portugal. Ainda há poucos dias uma pessoa do lar de idosos, chamou-me porque queria falar comigo, disse-me  porque a música que passo a ajuda a passar o tempo. Existe um convívio com os ouvintes sem nos conhecermos pessoalmente.(…)

 

Esteve 40 anos ao serviço do Cine-teatro. Quais as memórias que guarda desse trabalho?

 Em Mangualde os símbolos culturais vão desaparecendo e o cine-teatro era um deles. A partir do seu encerramento a cultura em Mangualde começou a desvanecer-se. Recordo sobretudo a parte de teatro. Recordo a vinda daquele cantor do “Josélito” com um espectáculo, vieram cá também os grandes artistas, a Laura Alves, o Camilo de Oliveira, o Victor Mendes, pai do Fernando Mendes. As grandes revistas vinham a Mangualde. Graças ao cine-teatro, mesmo os grupos tradicionais beneficiavam, pois tinham uma casa onde se podia fazer espectáculos .

O Grupo Cénico de Mangualde surgiu em 1969, sendo o seu primeiro espectáculo em 4 de Outubro desse mesmo ano. Foi um marco pois em Mangualde não existia praticamente nada. Neste momento, o grupo cénico esta numa fase um pouco parada por falta de uma sede que nos foi prometida pela autarquia e que nunca nos concederam. Uma sede que seria apenas um espaço para poder ensaiar. A autarquia e vários vereadores prometeram um espaço e nada. Desde que o cine teatro encerrou ficámos sem espaço. Esse era o local ideal onde se chegavam a ensaiar 3 peças.

Foto de um dos espectáculos. Vê-se entre outros o Padre Messias, o Dr. Soares Marques, O Daniel….

O teatro é para ser apresentado numa sala e não na rua. Não se vende gato por lebre. Fizemos 29 peças no grupo cénico, com duas repetidas ou seja 31.Fizemos vários festivais do vestido chita e festivais da canção. Temos duas peças que nos motivaram especialmente: “O Caso Rosemberg” e a “Casa de Pais”. Foram peças que nos marcaram. Houve uma pessoa que nos ajudou muito, o Dr. Gralheiro de São Pedro do Sul. (…) Queria ver se depois do verão temos a possibilidade fazer teatro de novo. Gostaria de passar uma peça antes de me retirar.

O encerramento não se deu por falta de público. Existia público. (…)

E na actualidade como vê o estado das associações culturais

Alguns anos atrás, a autarquia de Mangualde foi considerada das que mais apoiava o desporto. Em Mangualde está tudo virado para o desporto e a cultura ficou para trás.  (…)Muitas vezes pugnei para o pelouro da cultura tivesse um ficheiro e um cadastro e  que se soubesse o que as associações fazem. Estar a dar dinheiro às associações sem saber o que elas fazem não está certo. Eu posso apresentar um projecto ambicioso e não o cumprir. Temos de saber o que as associações andam a fazer.

No tempo do Eng.Barreiros reuniam todas as associações várias vezes por ano. Essas reuniões acabaram. Fui sempre contra o despesismo.  Podem-se fazer coisas boas sem despesismo. Vejam as festas da cidade. Temos a feira de são Mateus, Penalva e outros lados e estar a pagar aqui a artistas que não cumprem os parâmetros sai caro. Artistas que por vezes vêm “gozar” com os Mangualdenses. Se fosse num recinto fechado havia bilheteira. (…)

Mais de 5 milhões de euros em candidaturas aprovadas e promovidas pela autarquia.(entre elas a ETAR)

A autarquia de Mangualde obteve, até agora, aprovação de financiamento de fundos comunitários no POSEUR para cinco candidaturas no valor total de 5.154.261€. O programa operacional abrange um conjunto de temáticas na sustentabilidade e na eficiência do uso de recursos. Mangualde já tinha visto a aprovação da futura ETAR de Mangualde, no valor aproximado de 3 milhões de euros, bem como da candidatura à Elaboração de um Cadastro das Infraestruturas Existentes nos Sistemas de Abastecimento de Água e  de Águas Residuais no Município de Mangualde, no valor que ronda os 200 mil euros.

No final do mês de novembro viu aprovada nova candidatura no valor aproximado de 800 mil euros para a Modernização dos Sistemas de Rede Adutora de Abastecimento de Água no Município de Mangualde. A estas duas candidaturas juntam-se mais duas aprovadas para o município de Mangualde no valor de 750 mil euros, submetidas pela Associação do Planalto Beirão e EDM – Empresa de Desenvolvimento Mineiro SA que visam o Incremento da Qualidade e da Quantidade da Reciclagem dos 3 Fluxos (3F) Multimateriais e a Recuperação Ambiental das Antigas Áreas Mineiras de Castelejo, Formiga, Vale de Videira, Vales e Póvoa de Cervães, respetivamente.

Para o Presidente da Câmara Municipal, João Azevedo, «trata-se do maior investimento de sempre em infraestruturas no concelho de Mangualde. Vamos tratar dos problemas das populações nomeadamente no tratamento das águas residuais no concelho, na melhoria do abastecimento de água, no ambiente e na modernização das redes de Abastecimento de Água e de Águas Residuais para uma melhor eficiência e sustentabilidade».

João Azevedo afirma ainda que «as candidaturas não ficarão por aqui. Está ainda em análise uma outra candidatura no valor aproximado de um milhão de euros, que esperemos que seja aprovada no tratamento de águas residuais e estamos a trabalhar para a candidatura de um conjunto de microssistemas de tratamento de Águas Residuais no valor global de 1,5 milhões de euros».

«O investimento no ciclo da água é fundamental para resolver graves problemas ambientais que existem no concelho. Perdeu-se uma oportunidade de ouro no passado e hoje pagamos a fatura dessa inoperância. Queremos agora resolver rapidamente os problemas dos mangualdenses e esta é a oportunidade que esperávamos para o fazer», sublinha o edil mangualdense.


Só que nós não esquecemos.  Existiram oportunidades que não foram aproveitadas  pelos gestores anteriores. Alguns destes problemas podiam ter sido resolvidos no tempo da outra senhora(senhor). Mas fazer candidaturas dava muito trabalho. E depois era o papel que… não estava onde devia e a assinatura e etc e tal…  Dava trabalho era uma chatice

 

 

João Azevedo preside a reunião da CCDRC. O futuro da Região Centro em discussão

João Azevedo, edil mangualdense e presidente do Conselho Regional da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC), presidiu  à reunião deste Concelho Regional, onde foi feito um balanço da atividade deste ano e apresentadas as estratégias e metas para 2017. A reunião decorreu no auditório da CCDRC, em Coimbra, e contou com a presença da secretária de Estado Adjunta e da Modernização Administrativa, Graça Fonseca, do secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural, Amândio Torres, do presidente do Turismo Centro de Portugal, Pedro Machado e da presidente da CCDRC, Ana Abrunhosa.

Mesa da reunião

 O Orçamento Participativo (que prevê no OE de 2017 uma verba de 3 milhões de euros) e a apresentação do Programa de Valorização Económica do Vinho na região (que tem alocados 3 milhões de FEDER, dos quais 1 milhão é dirigido à inovação) estiveram também em cima da mesa, “pelas mãos” da secretária de Estado Adjunta e da Modernização Administrativa, Graça Fonseca, do secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural, Amândio Torres, respectivamente.

 EMPRESAS DA REGIÃO TÊM, NO PAÍS, UM PESO NO SISTEMA DE INCENTIVOS DE 35%

Na sua intervenção, Ana Abrunhosa afirmou que o Programa Operacional Regional (POR) «já colocou a concurso metade da dotação do programa, cujo valor ascende aos 2.155 milhões de euros. Neste momento, considerando os valores de final de novembro, estão aprovados na região 2.372 projetos, que correspondem a um fundo comunitário de 560 milhões, traduzindo um compromisso do programa na ordem dos 26%». Já em termos de pagamentos, os mesmos ascendem aos «76 milhões de euros, o que se traduz numa taxa de execução de 4%». A presidente da CCDRC realçou «já aprovamos 560 milhões em projetos e estão em análise cerca de 670 milhões, o que significa que o potencial de aprovação, em breve, situa-se neste valor, pois a restante verba (1.100 milhões) ainda está por aceitar candidaturas». Ana Abrunhosa realçou ainda que os projetos das empresas da região têm, no país, «um peso no sistema de incentivos de 35%. São cerca de três mil projetos empresariais no PO e no programa COMPETE, com intenções de investimento a rondar 2 mil milhões de euros» e que correspondem a uma participação de mil milhões de euros de fundos europeus».

 

 13,5 MILHÕES EM PROJETOS DE TURISMO NA NOSSA REGIÃO

O presidente do Turismo Centro de Portugal apresentou a Estratégia de Promoção Turística para a região Centro até 2020, afirmando que «a concurso vão estar 13,5 milhões em projetos de turismo. 3 milhões para a Entidade Turismo do Centro de Portugal (TCP), para afirmar e promover a marca, 8,5 milhões para projetos em que os beneficiários são as CIM – sempre com a orientação e supervisão da TCP e os restantes 2 milhões do programa estão direcionados para a promoção turística do património da humanidade».

Como ainda me lembro do IKEA não era melhor calarem-se com a TESLA?

Os pré candidatos do Piéssedê Mangualde andam muito entusiasmados com a TESLA. É tesla tela pra cá, é tesla pra lá….. uma festa

Quem os ouve deve pensar que são favas contadas. A TESLA vem para cá certamente. E se não vier a culpa é da câmara. Ou seja, a rapaziada anda a inventar um novo IKEA, mas desta vez  fazem eles a festa e deitam os foguetes.E aproveitam para promover as candidaturas.

Só que eu não esqueci a revelação feita antes de fechar uma campanha pelo jornal oficioso do partido. O IKEA esta cá e trazia milhares de trabalhadores. Pois … viu-se. Falaram… foi-se

Vamos lá ver umas coisinhas:

1-Era bom que a TESLA viesse para Portugal. É  apenas uma possibilidade entre outras e nada mais;

2- Se vier tal será devido a Sócrates que colocou Portugal na zona TOP das energias alternativas e de António Costa que tentará negociar a sua vinda;

3-Caso venha para Portugal termos dezenas de locais alternativos;

4- O nosso presidente, tentará como faz com qualquer outro investimento, trazer mais um para Mangualde. Mas não anda a publicar noticias;

5- O objetivo do PSD é tão ingénuo que enfim… até parece coisa de miúdos;

6-Falar nisto na praça pública apenas prejudica o interesse de Mangualde. Estas coisas resolvem-se em negociações e não em conversas de cafés virtuais ou não;

7-Por isso e se deixássemos as pessoas fazer o seu trabalho ? Quanto mais se fala, menos possibilidades de vir existem. Ou é isso que querem mesmo?

Autarquia de Mangualde continua a resolver o problema financeiro herdado dos tempos da idade média

Câmara de Mangualde

Câmara de Mangualde

A Câmara Municipal de Mangualde realizou, no passado dia 30 de novembro, uma operação bancária de antecipação de pagamento do saneamento financeiro, no valor aproximado de 1 milhão de euros (980.085,85€). Esta operação, efetuada com capitais próprios da autarquia, permitiu liquidar na íntegra o plano de saneamento financeiro.

Ainda durante esta semana, a autarquia vai efetuar uma operação de substituição de dívida no valor aproximado de três milhões de euros (2.996.009,47€) que visa o pagamento de duas tranches de financiamento da administração central ao abrigo do Plano de Apoio à Economia Local. Com estas operações financeiras, a autarquia poupa cerca de meio milhão de euros em custos de juros com a dívida.

A AUTARQUIA ENTRA EM 2017 EM EQUILÍBRIO FINANCEIRO E COM MÚSCULO PARA INVESTIMENTO NA SUA MAIORIAASSOCIADO AOS FUNDOS COMUNITÁRIOS» – JOÃO AZEVEDO

Para o Presidente da Câmara Municipal de Mangualde, João Azevedo «A saída do ajustamento financeiro é um claro indicador de boas práticas de gestão na autarquia de Mangualde nos últimos anos e revelador de um trabalho de responsabilidade e de compromisso com os mangualdenses». João Azevedo afirma ainda que «lamentamos que o dinheiro público, o dinheiro dos mangualdenses seja para pagar dívida em vez de investimento, aliás, dívida herdada por este executivo, mas só assim é possível garantir equilíbrio financeiro e orçamental para melhorar a qualidade de vida e do serviço público no território».

O autarca sublinha que «o trabalho realizado fala por si mesmo. Entrámos em 2009 com desequilíbrios financeiros gravíssimos, uma autarquia em falência. Preparámos um plano de ajustamento financeiro que deveria ser executado até 2027. Estamos a sair deste ajustamento onze anos antes, com milhões de euros de dívida paga.» O autarca conclui ainda que «a autarquia entra em 2017 em equilíbrio financeiro e com músculo para investimento na sua maioria associado aos fundos comunitários. Vamos continuar a gerir a autarquia, os dinheiros públicos, com boas práticas de gestão e acima de tudo com responsabilidade e sustentabilidade financeira. Trata-se do início de um novo ciclo, um ciclo de excelência, de um novo tempo.»


Será que o piéssedê vai votar a favor desta vez????