Mais um moxito 2013: A deceção política do ano

seguro

Foto Jornal I

Não sou um apoiante de Seguro. No entanto, compreendo a dificuldade do seu trabalho e não passo a vida a criticar a sua actuação. O meu aversário é o governo, é o  PSD, são os liberais da treta. Não é seguramente Seguro.

Assim sendo, fui acompanhando a sua estratégia e registando os bons momentos. Este ano teve, aliás, uma grande vitória nas autárquicas. Fez uma campanha ao seu estilo, percorrendo milhares de quilómetros em contato com as pessoas.

O problema foi depois. A seguir a uma vitória estrondosa e quando se esperava o seu “abalançamento” para novos voos , eis que …. desapareceu. Esfumou-se de novo, perdido nos seus tacticismos.

Por isso mesmo acaba por ser uma deceção

Os Moxitos 2013 – O regressado do ano

sol

Foto : SOL

Também aqui a escolha é pacífica. José Sócrates, regressou e em minutos estabeleceu a ordem do dia.  Vítima de acusações injuriosas e nunca provadas. Vítima de uma campanha orquestrada por elementos da oposição e pseudojornalistas veio, segundo afirma, para se defender. E tem sabido defender-se. Com uma clareza de discurso notável. As suas sessões na televisão são verdadeiras aulas de política a não perder.

A questão que se coloca agora é onde vai parar Sócrates? Tem sido muito cuidadoso nas críticas à direcção do PS. No entanto, é claro que os Portugueses ainda não lhe perdoaram culpas na situação de crise. Culpas que tem obviamente, mas culpar Sócrates pela crise, não passa de um discurso demagógico de cobardes sem coragem para assumir o que fazem. Um discurso de quem não percebe minimamente que a crise Portuguesa é estrutural e não conjuntural.

Não concordo com aqueles que recebem Sócrates como um D. Sebastião que virá para nos salvar. É um exagero. Sócrates é um grande político, foi o melhor primeiro ministro de Portugal, porque foi o único que percebeu que teria de alterar as regras e a estrutura económica do país. Ao fazer isso os interesses dominantes fizeram o trabalho sujo de vingança.

Portugal precisa de Sócrates. Aonde não sei.