Arraial Sénior. Dia dos Avós

Cerca de 500 seniores e avós do concelho de Mangualde participaram, no passado dia 26 de julho, no “Arraial Sénior”, festa comemorativa do Dia dos Avós. A iniciativa, organizada pela Câmara Municipal de Mangualde, teve lugar no Monte Nossa Senhora do Castelo. O Presidente da Câmara Municipal de Mangualde, João Azevedo, e a Vereadora Maria José Coelho, marcaram presença neste convívio.

Componente religiosa

Os comes e bebes

O arraial

A tradição voltou a cumprir-se em Mangualde e nesta quarta-feira foram muitos os avós e netos que não faltaram à festa. O certame arrancou às 11h00 com a celebração eucaristia, seguido de um almoço com troca de merendas. O “Arraial Sénior” estendeu-se pela tarde fora, com muita música, animação e belos momentos de convívio.

A Câmara Municipal de Mangualde encara a celebração deste dia como uma festividade intergeracional, de convívio entre avós e netos, sendo assim uma forma de homenagem, de demonstração de carinho e apreço por todos os avós. Celebrar o Dia dos Avós significa celebrar a experiência de vida, reconhecer o valor da sabedoria adquirida, não apenas nos livros, nem nas escolas, mas no convívio com as pessoas e com a própria natureza.

 

Projecto Dou Mais Tempo à Vida – “Mulheres de Rosa” – 25 de Junho

Cartaz

Tertúlia Vivida é o nome da actividade de sensibilização das “Mulheres de Rosa” que se realiza no dia 25 de Junho pelas 16:00h no jardim da Espiga, no Bairro da Gândara. Porque todos nós desconhecemos o dia de amanhã, porque informação nunca é demais, porque é sempre bom ouvir quem já passou por esta luta que é o cancro.

Com esta acção pretende-se uma comunidade mais desperta para a prevenção do cancro no homem e na mulher.

Projecto Dou Mais Tempo à Vida-equipa “Alcafache Convida” – 25 de Junho

Cartaz

No dia 25 de Junho em Alcafache a equipa “Alcafache Convida” efectua uma caminhada de 9KM pelos trilhos do Dão. A concentração para esta actividade inicia-se às 8:00h, na Junta de Freguesia de Alcafache.

 Ao inscrever-se pode optar só pela caminhada ou pela caminhada e almoço, a inscrição é grátis para crianças até aos 10 anos de idade. Do valor da inscrição 2,50 euros são doados à Liga Portuguesa Contra o Cancro. Ficam os contactos para informações e inscrições 967 211 336/964 496 434/965 124 191/962 551 67. Venha disfrutar da bela paisagem natural ao longo das margens do Rio Dão.

Finalmente a “Lagoa da Lavandeira” vai ser desativada. Lançamento da Primeira Pedra

1ª pedra da ETAR Poente.
Uma obra esperada há 35 anos pelos Mangualdenses e que alguns não acreditavam que seria feita!Agência LUSA

O concelho de Mangualde vai dispor de uma nova Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR), que representa um investimento de três milhões de euros e cuja primeira pedra foi lançada no domingo.

Lançamento da 1ª Pedra

A ETAR Poente de Mangualde irá localizar-se a oeste da povoação de Tabosa, na freguesia de Fornos de Maceira Dão.
“As intervenções previstas consistem na construção de um emissário gravítico com cerca de 3,7 quilómetros e uma estação de tratamento de água residual dimensionada para tratar, em ano horizonte de projeto, uma população total equivalente a 12.200 habitantes”, refere a autarquia.
Atualmente, o efluente residual produzido por grande parte da população de Mangualde é transportado para a ETAR da Lavandeira, situada a norte da cidade, junto à Estrada Nacional 234.

E Mãos à obra

Conhecida como Lagoa da Lavandeira, esta infraestrutura foi dimensionada para uma população de 500 habitantes e entrou em funcionamento no início dos anos 1980.
“A linha processual de tratamento inclui um sistema por lagunagem, numa sequência de lagoas facultativas e lagoas de maturação”, explica, estimando que, atualmente, receba o efluente produzido por cerca de três mil habitantes.

“Dou Mais tempo à Vida” – 14 de Maio

Dou Mais tempo à Vida – dia 14

Mangualde aposta na prevenção do cancro

Nos próximos três meses, o concelho de Mangualde acolhe o projeto “Dou mais tempo à vida”. Uma iniciativa do Núcleo Regional do Centro da Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC). O desafio foi lançado ao Grupo de Voluntariado Comunitário de Mangualde para promover acções a pensar na prevenção e divulgação da doença, que é a segunda causa de morte em Portugal. O projeto conta com a participação da comunidade mangualdense que através da constituição de equipas promovem atividades com o propósito de desmistificar a doença e em simultâneo angariar fundos para a Liga. Promover a educação para a saúde, sensibilizar para a prevenção do cancro na comunidade e divulgar a Liga Portuguesa Contra o Cancro e os respectivos serviços de apoio ao doente oncológico e família são os objetivos do projeto “Dou mais tempo à vida”.

Segundo Diana Gonçalves do Núcleo Regional do Centro cada equipa deve ter no mínimo sete elementos e no máximo 15 e deve realizar uma ação de educação para a saúde e uma ação de angariação de fundos. “As expectativas são altas e positivas porque pretendemos ter uma grande adesão ao projeto”, explica a responsável que sublinha que a meta é conseguir passar a mensagem de que “é possível prevenir o cancro e que é possível sorrir para além da doença”. Da região centro, Mangualde é o quarto concelho desafiado para o projeto “Dou mais tempo à vida”.

Em Mangualde a iniciativa tem como parceiro o município local. Para o presidente João Azevedo, este tipo de iniciativas são importantes “para dar mais força e mais respostas à Liga e assim poder formar as pessoas para a temática do cancro”. O autarca considera que a informação por vezes ainda não é a suficiente.

O encerramento do “Dou mais tempo à vida” em Mangualde está agendado para 15 de julho com uma festa aberta a toda a comunidade.

Morreu Manuela de Azevedo, a primeira jornalista portuguesa – que também andou por Mangualde

A jornalista e escritora morreu em Lisboa. Tinha 105 anos. Era a mais antiga repórter do mundo. Em maio de 2010, Artur Santos escreveu uma crónica para o Jornal O Zurara, recordando a jornalista e, dando ênfase à sua relação com Mangualde. É do seu texto que retiro alguns elementos.

Manuela Azevedo então com 20 anos

Iniciou-se no jornalismo num tempo em que eram raras as mulheres que trabalhavam nesta área  – Foi a primeira mulher jornalista profissional.  Nasce em Lisboa em 31 de Agosto de 1911 . O pai, natural de Celorico da Beira, bastante novo partiu para Lisboa em busca de um futuro melhor, onde conheceu sua mãe. Depressa se ligou aos republicanos, escrevendo em jornais e panfletos de propaganda a favor de um novo regime. Discursava com facilidade. Foi um ardente defensor dos Centros Republicanos. O pai de Manuela Azevedo era Aspirante de Finanças em Lisboa quando passou a ser sucessivamente nomeado para várias localidades do interior. A República que ajudara a implantar, perseguia-o, pois não sendo anti–democrático, era contra a camarilha que, segundo ele, rodeava Afonso Costa. 

Algum tempo depois, seu pai é transferido para Mangualde, ficando a família a residir numa pequena casa, quase térrea, no Bairro da Vila, mudando-se depois para o “Terreiro da Vila” e por fim para o Largo Condes de Anadia. O pai esteve treze anos em Mangualde e onde Manuela Azevedo desenvolveu a adolescência . Através de um artigo publicado no “Notícias da Beira” sugere a ideia de ser criado um pequeno espaço onde as meninas, ao saírem da escola e enquanto as mães cumpriam o seu dia de jorna, encontrassem um abrigo que as tirasse da rua. As senhoras importantes da Vila aceitaram a ideia e esse pequeno Centro veio a transformar-se, através dos tempos, no actual Patronato.

Em Março de 2010 lançou em Viseu, na Biblioteca Municipal D. Miguel da Silva, na presença de ilustres convidados, a sua última obra “Memória de Uma Mulher de Letras” um livro com 230 páginas, dividido em cinco capítulos com prefácio de Luís Humberto Marcos.

Nos capítulos “Nascimento e Infância” e “No País da Juventude” a jornalista e escritora evoca as cidades de Mangualde e Viseu onde passou parte da sua

Momento da homenagem em Viseu

infância e adolescência.  Nesta obra a escritora destaca a facto de seu pai ter estado envolvido no lançamento do  “Notícias da Beira”, na  corporação de bombeiros, na banda de música, o respectivo coreto e sobretudo no brilho dos festejos do Senhor do Desterro. Da sua estadia em Mangualde, a autora descreve pormenorizadamente na sua obra, o “Cabo da Vila” com a sua torre do relógio medieval e as pequenas casas de frontaria granítica, referindo também que era o sino da Igreja das Almas que dava o ritmo de vida na Vila e badalando às seis da manhã, às trindades, a finados, baptizados e casamentos e tocava a rebate quando havia incêndios. Escreve ainda sobre a vida económica, com os muitos armazéns de lanifícios que existiam na vila e os seus caixeiros-viajantes que percorriam o país e  também sobre a vida social de Mangualde de então, que segundo a autora era um centro de mentalidades conservadoras. A autora sublinha ainda que o  centro de convívio era o Grémio, onde só se podia entrar por votação dos sócios. Os que não podiam entrar chamavam à instituição a “Taberna dos Engravatados”. Ali se realizavam bailes famosos, refere Manuela Azevedo, a que acorriam as pessoas importantes das redondezas, eles de casaca e sapato com fivela e meia branca e elas de vestidos de gala.

Para recordar – A personalidade Mangualdense do Ano . O senhor Cândido

Fotografia em 2008

Normalmente as homenagens apenas se fazem quando se perdem fisicamente as pessoas. O senhor Cândido deixou-nos em 2016, não vendo assim a reconstrução do Cine-Teatro.  Não sei se ele concordava com o projecto em concreto , mas sei que era um dos seus sonhos voltar a existir um espaço dedicado ao teatro. Espero que a gestão do mesmo consiga arranjar um espaço em que recorde a personalidade e o trabalho do senhor Cândido,  em prol da arte cénica e da cultura em Mangualde. Porque não atribuir o seu nome a uma das salas, por exemplo?

Em 2008 o senhor Cândido deu uma entrevista ao jornal O Zurara. É dessa edição que retiro algumas das afirmações sempre polémicas de alguém que pensava por  si e que deu muito à cultura Mangualdense.

António Imbêncio Cândido ( dados de 2008)

Tem 83 anos é natural de Lisboa, localidade onde fez parte de várias associações. Casou na Beira Alta foi morar para o Sátão e regressou a Lisboa. Veio para Mangualde em 1963 e ingressou na Citroën, radicando-se definitivamente na localidade. Fez parte do Grupo Desportivo de Mangualde, empenhou-se na renovação dos escuteiros de Mangualde, colaborou com os Bombeiros Voluntários de Mangualde e fez parte de uma junta de freguesia a pedido do Dr. Dino. Esteve ligado ao cine teatro cerca de 40 anos desde 1967 até à venda do mesmo. Principal dinamizador do Grupo Cénico de Mangualde, desde a sua fundação em 1969. Actualmente para além de várias actividades de apoio à cultura tem um programa na Rádio Mangualde.

 

Na rádio

Actualmente tem um programa de rádio. Esta paixão pela rádio é antiga ou recente? Que tipo de comunicação estabelece com os ouvintes?

A rádio fez 22 anos em 24 de Maio e eu comecei a trabalhar na rádio em 1992. Estive sempre na locução. Fui sempre locutor de música portuguesa tradicional. Sei que tenho grande audiência mesmo no estrangeiro através da Internet, nomeadamente através de telefonemas e emails dos ouvintes. O interesse revela-se também na música que nos é pedida para tocar. O ouvinte é que faz o programa. Sem ouvintes é banal. Estamos em Portugal, logo devemos ouvir música de Portugal. Ainda há poucos dias uma pessoa do lar de idosos, chamou-me porque queria falar comigo, disse-me  porque a música que passo a ajuda a passar o tempo. Existe um convívio com os ouvintes sem nos conhecermos pessoalmente.(…)

 

Esteve 40 anos ao serviço do Cine-teatro. Quais as memórias que guarda desse trabalho?

 Em Mangualde os símbolos culturais vão desaparecendo e o cine-teatro era um deles. A partir do seu encerramento a cultura em Mangualde começou a desvanecer-se. Recordo sobretudo a parte de teatro. Recordo a vinda daquele cantor do “Josélito” com um espectáculo, vieram cá também os grandes artistas, a Laura Alves, o Camilo de Oliveira, o Victor Mendes, pai do Fernando Mendes. As grandes revistas vinham a Mangualde. Graças ao cine-teatro, mesmo os grupos tradicionais beneficiavam, pois tinham uma casa onde se podia fazer espectáculos .

O Grupo Cénico de Mangualde surgiu em 1969, sendo o seu primeiro espectáculo em 4 de Outubro desse mesmo ano. Foi um marco pois em Mangualde não existia praticamente nada. Neste momento, o grupo cénico esta numa fase um pouco parada por falta de uma sede que nos foi prometida pela autarquia e que nunca nos concederam. Uma sede que seria apenas um espaço para poder ensaiar. A autarquia e vários vereadores prometeram um espaço e nada. Desde que o cine teatro encerrou ficámos sem espaço. Esse era o local ideal onde se chegavam a ensaiar 3 peças.

Foto de um dos espectáculos. Vê-se entre outros o Padre Messias, o Dr. Soares Marques, O Daniel….

O teatro é para ser apresentado numa sala e não na rua. Não se vende gato por lebre. Fizemos 29 peças no grupo cénico, com duas repetidas ou seja 31.Fizemos vários festivais do vestido chita e festivais da canção. Temos duas peças que nos motivaram especialmente: “O Caso Rosemberg” e a “Casa de Pais”. Foram peças que nos marcaram. Houve uma pessoa que nos ajudou muito, o Dr. Gralheiro de São Pedro do Sul. (…) Queria ver se depois do verão temos a possibilidade fazer teatro de novo. Gostaria de passar uma peça antes de me retirar.

O encerramento não se deu por falta de público. Existia público. (…)

E na actualidade como vê o estado das associações culturais

Alguns anos atrás, a autarquia de Mangualde foi considerada das que mais apoiava o desporto. Em Mangualde está tudo virado para o desporto e a cultura ficou para trás.  (…)Muitas vezes pugnei para o pelouro da cultura tivesse um ficheiro e um cadastro e  que se soubesse o que as associações fazem. Estar a dar dinheiro às associações sem saber o que elas fazem não está certo. Eu posso apresentar um projecto ambicioso e não o cumprir. Temos de saber o que as associações andam a fazer.

No tempo do Eng.Barreiros reuniam todas as associações várias vezes por ano. Essas reuniões acabaram. Fui sempre contra o despesismo.  Podem-se fazer coisas boas sem despesismo. Vejam as festas da cidade. Temos a feira de são Mateus, Penalva e outros lados e estar a pagar aqui a artistas que não cumprem os parâmetros sai caro. Artistas que por vezes vêm “gozar” com os Mangualdenses. Se fosse num recinto fechado havia bilheteira. (…)

A aposta na educação continua em Mangualde

Para além das obras a realizar no agrupamento de escolas, a autarquia de Mangualde vai receber um valor em torno de meio milhão de euros para Educação através de CIM. Pretende-se:

Redução e prevenção do abandono escolar precoce e promoção da igualdade de acesso a um ensino infantil, primário e secundário de boa qualidade, incluindo percursos de aprendizagem formais e informais para a reintegração no ensino e na formação.”

Está em causa o sucesso educativo e projectos em torno das ciências, do desporto, da música, da melhoria de laboratórios e do desenvolvimento de projetos de utilização pedagógica de tecnologias.