Meus caros . A principal causa de termos uma doença oncológica é estarmos vivos.

Um em cada três portugueses vai ter um cancro ao longo da sua vida. E depois de 2050 metade da população enfrentará a doença.( Fonte Público)
Estou fartinho dessas correntes de solidariedade e de apoio que por aí andam.  Os sobreviventes não são guerreiros, nem vitoriosos, nem venceram.
E os que que morreram, não perderam, nem foram menos guerreiros que os outros. E andar a sorrir não cura o cancro. O cancro não tem cura ponto. Às vezes temos uma sorte do caraças e a moléculazinha vai funcionar com uns e com outros não. Apenas isso .
É uma doença crónica, como qualquer outra, e que a quase todos vai afectar. Existem doenças piores, podem ter a certeza.
Os doentes não têm culpa de estar doentes. Ainda por aí uma linha que nos tenta dizer: Estás doente porque fumaste, porque foste à praia, porque comeste enchidos… etc etc etc… Ou seja, tenta colocar a culpa no comportamento do doente. E não te curas porque não tens uma atitude positiva perante a doença. TRETAS. A atitude ajuda a ter qualidade de vida, mas não cura nada.Ficamos com cancro apenas e simplesmente porque estamos vivos! Porque respiramos. Apenas isso.
Mas o que os doentes precisam é de outra coisa. Não é de caridadezinha nem de ligas inoperantes.Mesmo a LPC só começou a acordar para a realidade recentemente. Os doentes precisam que os seus direitos sejam defendidos durante o tratamento e depois do mesmo. Precisam de segurança no emprego e  de facilidade nos transportes. Não têm de ser obrigados a fazer parte das jogadas de transportadores, que metem meia dúzia nos carros, e obrigam o paciente  a estar o dia todo  no hospital. Precisam de ter acesso aos tratamentos mais eficazes. Precisam sim de despiste da doença mais cedo. O mais cedo possível. E hoje isso é possível. Tal como somos vacinados, devíamos obrigatoriamente ter testes desde muito cedo.Isso sim é prevenção.
Depois, quando regressam ao trabalho, as coisas mudam. A força não é a mesma. A necessidade de paragens e repouso por exemplo são diferentes. Não se pode admitir por exemplo que na função pública obriguem doentes a trabalhar em fim de vida. Ou que coloquem professores a ter horário completo, enquanto chegam carradas de colocados à escola em mobilidade por doença por terem unhas encravadas ou verem mal a conduzir à noite. E que nada farão durante o ano. Ou que na privada se tentem despedir pessoas, ou  despachá-los para trabalhos menores.
Os doentes precisam de informação, mas de informação concreta sobre sintomas, sobre problemas, sobre como resolver situações do dia a dia. E isso não existe. São sempre os mesmos textos que nada dizem, é sempre a tentativa de esconder o problema. O doente tem o direito a saber tudo. A partir daí cada um tem a sua forma de encarar a doença. Não é obrigatório que todos sigam a mesma cartilha. Cada um enfrenta à sua maneira. Não é crime chorar. Não piora a doença por não andar sempre feliz e a ter espírito positivo.   Não precisam de curas milagrosas, nem de correntes da felicidade, nem de sessões de prevenção em lares de terceira idade.
Desculpem os que se sintam ofendidos e que entram nessas coisas cheios de boa vontade. Mas ajudem antes o vosso amigo ou o vosso vizinho.  A sério. Nem imaginam o bem que faz um simples toque no braço.

As terras de Tavares. De bastião a falta de comparência do PSD

É um dos fenómenos destas eleições em Mangualde. A direita não tem candidatos à Junta na freguesia de Tavares (Chãs, Várzea e Travanca)

As Chãs foram outrora reduto inexpugnável do PSD . Dirigido por mão de ferro e à antiga. Ainda me lembro dos ataques às caravanas do PS sob o olhar tranquilo dos dirigentes do PSD Mangualde. Sim isso mesmo de candidatos a vereadores do dito.

Obviamente que o trabalho feito pelo atual presidente pesa na questão. As coisas mudaram e para melhor. Mas não só. Demonstra mais uma vez o isolamento da atual candidatura do PSD em Mangualde em relação ao seu partido.

JOÃO AZEVEDO INAUGURA SEDE DE CAMPANHA

A candidatura ‘Mangualde Com Futuro’, encabeçada por João Azevedo, vai inaugurar a sua sede de campanha, situada no Largo do Rossio, na próxima quinta-feira, 24 de agosto, pelas 21h00.

 A sede, aberta à população a partir de dia 25, é um espaço que João Azevedo espera poder vir a ser “um lugar onde os mangualdenses possam estar connosco. Não só para quem quer manifestar o seu apoio, mas também para as pessoas que queiram vir conhecer o nosso projeto para este terceiro mandato e partilhar connosco as suas ideias”.

João Azevedo, atualmente a cumprir o segundo mandato como autarca de Mangualde, apresentou a sua recandidatura no passado dia 27 de maio, numa festa que reuniu mais de duas mil pessoas.

MANGUALDE está abrangido pela declaração de calamidade pública

O concelho de Mangualde faz parte dos 155 concelhos em que foi declarada a calamidade pública com efeitos preventivos vigente entre as 14:00 de hoje e as 24:00 de segunda-feira.

Tal, aciona “todos os planos emergência de âmbito distrital e municipal dos concelhos abrangidos”.
Ao contrário do que alguns jornalistas ao serviço da PAF andavam a lançar, não existem assim contratos sem visto, empregos sem visto, ocupação de terrenos de privados e coisas afins. Ninguém vai “roubar” a terrinha ou a mata seja a quem for.

Enfim….

Afinal a ETAR anda e bem

Continuam em força as obras da futura ETAR que vai acabar com a lagoa da dita . O estradão será também alcatroado e criada uma rotunda junto da Patinter . Abre-se assim a possibilidade do acesso devidamente pavimentado da estrada que virá da rotunda à Roda.

Bem alguns candidatos da oposição não perceberam que já não estamos na pré-história da politica em Mangualde.

Pormenor das obras

Pormenor das obras

 

 

E continua a saga dos dinossauros e independentes

Estes acontecimentos de Loures, Gondomar, Matosinhos, Ponte Lima, Nelas… ultrapassam os limites da lógica e da decência política.

São membros da comissão politica que colocam as candidaturas do seu partido em tribunal. Temos candidatos que foram de partidos e depois passam a independentes, temos independentes que passam a ser candidatos de partidos…. enfim uma salgalhada que não ajuda a dignificar o poder autárquico.

Eu acho que os independentes são importantes, trazem novas caras, novas ideias à politica local.São elementos de reforço. Mas essa mania de tentarem rapidamente serem candidatos de partidos não me agrada. Se são independentes que o sejam a sério.

Não vejo, como referi, qualquer problema na entrada nas listas autárquicas de pessoas de outros partidos ou de independentes. Desde que:

1-Sejam competentes e tragam algo de novo para a dinâmica local.

2-Não tenham estado há pouco tempo envolvidos em acções agressivas no  ataque ao partido pelo qual se candidatam.. Ou seja, vamos ter memória.

Assim sendo desde que se verifiquem as condições anteriores eu  vejo como normais situações como as seguintes:

-Um membro do CDS ou do PSD  pode ser candidato  por outro partido? Claro que sim. Sobretudo se for da tendência da democracia cristã é  muito bem vindo.

-Um antigo membro da autarquia de um partido deve poder ser candidato por outro partido? Claro que sim. Desde que tenha tido uma postura moderada , dialogante e equilibrada. Deve deixar algum tempo para as coisas acalmarem, mas depois tudo bem.

Mais do que o seu posicionamento e a sua origem  interessa a forma como se comportou antes.

O que me leva a outra questão mais curiosa. Um militante ou ex-militante do um partido deve poder ser sempre candidato por esse mesmo partido? Sim , desde que não tenha andando durante anos  a fazer campanha contra  autarcas do partido, a divulgar informações  internas, a ser um espião, a contestar todas as decisões que envolvessem determinadas instituições.  Esses até podem é claro, mas não devem. Esses, meus caros, não gosto de os ver nas listas . Nem eles se deviam gostar de ver.

 

A salgalhada das listas autárquicas

A constituição das listas para as autarquias é um processo mais complicado que qualquer bordado de Alcafache.

O X tem de entrar porque é do cimo da terrinha, o Y porque é do meio, o Z de baixo, o J porque traz a família, o H porque está o J , o F porque o E está na outra lista,  o W porque é da rua esquerda , aqueloutro da rua direita, ainda outro porque anda a dizer mal e convém que se cale e assim sucessivamente.

E depois ainda temos os independentes, mas que vão nas listas dos partidos,  o que eu acho muito bem, embora considere que os partidos não devem assentar nas  estruturas autárquicas. E acima de tudo só acho aceitável independentes, que se enquadrem ideologicamente no campo alargado do partido. É que andar a promover candidatos, que daqui 4 anos vão ligeirinhos oferecer-se ao candidato da oposição… Não gosto

O candidato que lidera é obrigado a gerir tudo isto,  e claro nem sempre a mistura fica com a qualidade devida.

 Felizmente cá pela terrinha, as listas do meu partido, têm conseguido um bom equilíbrio. O que não invalida que se morasse numa ou noutra freguesia, não hesitasse muito no momento do voto. Mas muito mesmo.

Mas sem entrar em pormenores (nesta fase), vejo por aí listas, nomeadamente para a Assembleia Municipal de alguns partidos / movimentos que são de uma pobreza arrepiante. A maioria dos candidatos, nem sabe o que é uma assembleia e outros estão lá porque são os tais, que têm de estar pois são do lugar x, y…. mandam umas bocas.